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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

4G vai levar até cinco anos para se desenvolver no Brasil, diz Oi


4G vai levar até cinco anos para se desenvolver no Brasil, diz Oi

Em testes, operadoras superaram a velocidade de 80 Mbps

4G


Realidade em mercados como Coreia do Sul, EUA e Japão, o 4G ainda não chegou para valer no Brasil. A tecnologia que acelera a banda larga móvel existe no papel desde junho, quando a frequência de 2,5 Mhz foi a leilão numa operação em que R$ 2,9 bilhões foram arrecadados junto às operadoras interessadas em explorar o serviço.

Desde então as empresas de telefonia se armam para experimentar a tecnologia e aprimorar seu uso antes de oferecê-la aos consumidores. As cidades-sede da Copa do Mundo terão prioridade em receber o 4G. Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo devem ter a implantação iniciada em 2013, segundo previsão do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Testes começaram a ser feitos. Na última semana Claro e Oi ofereceram degustações a consumidores em cidades turísticas como Campos do Jordão (SP), Búzios e Paraty (RJ) e em Brasília.  Em ambos os experimentos, segundo as operadoras, a velocidade de 80 Mbps foi superada, chegando, no caso da Oi, a 88 Mbps com rajadas de 100 Mbps. Os índices superam em muito o 1 Mbps, velocidade praticada atualmente no mercado.

“O perfil de utilização de internet pelos brasileiros tem se direcionado cada vez mais para o tráfego de vídeos e para o download de arquivos pesados, o que demanda conexões como o 4G, que proporcionam alta velocidade e perfeita qualidade na navegação. Percebemos que os sites de streaming de vídeos foram os mais acessados”, analisa Carlos Eduardo Monteiro, diretor do Projeto4G da Oi.

Segundo a empresa, o tempo de maturação da tecnologia tende a ser de três a cinco anos, dado o amadurecimento também no mercado internacional. AoOlhar Digital, a operadora diz que ainda é cedo para projetar preços pelos quais os pacotes serão oferecidos. “Pacotes similares praticados na Europa custam de 50 a 60 euros por mês (equivalente a R$ 150). O serviço estará inicialmente voltado para quem estiver disposto a pagar por um serviço premium”, informa.

De olho na extensão da cobertura 4G, o governo já sinalizou interesse em leiloar a faixa de 700 Mhz para uso da nova tecnologia. Neste caso, no entanto, há um imbróglio iminente: as TVs abertas trafegam seus dados nesta frequência e, dada a intenção de prorrogar o desligamento do sinal analógico para além de 2016, a utilização pelas operadoras ainda é incerta.

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